Poder ou status?
É feio querer? Porque poder e status soam tão mal para as mulheres?
Estava eu aqui com um certo bloqueio literário (quem nunca?) quando recebi a indicação para ouvir um podcast de uma amiga.
BOOM.
A entrevistada, Alison Fragale, está lançando seu livro e ela trazia a seguinte reflexão (com extenso embasamento científico):
Seu poder é seu controle sobre os recursos - como dinheiro, autoridade, e um lugar na mesa onde as decisões são tomadas. Apesar dos avanços, as mulheres ainda estão para trás em todos eles.
Por outro lado, seu status é a forma como os outros te percebem - especificamente o quanto você é respeitada, admirada e valorizada. Aqui, ainda, as mulheres também estão em desvantagem em relação aos homens. Mulheres são mais interrompidas, em geral têm menos oportunidades, são menos reconhecidas e valorizadas.
Fica claro que os dois problemas precisam ser solucionados. (Em tempos de questionamentos de mulheres sendo CEOs, esse post veio muito a calhar, mas juro que foi coincidência!)
Entretanto, Alison ressalta que como indivíduos e em sociedade, temos voltado nosso foco predominantemente para o poder, quase negligenciando o status feminino. E de certa forma, faz sentido: status não paga as contas. Então, "esqueça o status, apenas me pague" tem o seu apelo.
O problema dessa mentalidade, segundo ela, é que ela contradiz a ciência. As pesquisas mostram que o poder é atribuído baseado no status (tecnicamente você pode tê-lo à força, mas poucas de nós são ditadoras). O que ela diz aqui é - se você for dar controle a alguem, seja como seu chefe, capitão do time ou presidente da sua associação do bairro, que tipo de pessoa escolheria? Alguem que você respeita, admira, alguem que usaria seu poder de forma responsável, para o bem. Ou seja, alguem que você julga ter alto status. Resumindo, os recursos seguem o respeito.
Então o grande a-ha aqui é:
Se você muda a forma como a pessoa do outro lado da conversa te enxerga, você terá uma chance muito maior de conseguir o que quer.
E a boa notícia é que nosso status é maleável. Você pode mudar o seu. Alison defende que a chave pra administrar seu status - e colher os benefícios - é se comportar como uma "fodona gostável" (em tradução direta de likeable badass), sendo vista como assertiva e carismática. O que ela encontrou, após muita pesquisa - é que essas pessoas existem, e não necessariamente são pessoas melhores. Só são melhores em se vender.
Essas mulheres apenas encontraram estratégias eficientes e autênticas de moldar como são percebidas pelos seus "consumidores". Às vezes podem nem perceber que estão fazendo isso ou porque funciona.
Entendeu agora o porque do meu "BOOM"?
Qualquer semelhança de status com o conceito de branding pessoal não é mera coincidência…
Eu não sei você, mas vim de uma criação em que desejar poder e status era muito feio. Mas eu desejava sim ser valorizada, respeitada, ouvida. E hoje penso que minha escolha pela medicina representou, de certa forma, o alcance de um status que era mais bem visto (na minha geração né? Se fosse na anterior, acho que, sendo mulher, não seria bem o caso…). E após ouvir a essa entrevista (e ir correndo ler o livro), eu percebi que estava com minhas definições um tanto quanto equivocadas. E que não há nada de errado em querer nenhum deles.
Acredito que isso aconteça tambem com muitas outras mulheres, que acabam se "diminuindo pra caber" (inclusive falei sobre isso nessa minha postagem no instagram).
Assim como em relação ao branding pessoal, essa conquista do status nunca pode se basear em um personagem, mas tambem não vai se beneficiar de escondermos nossas qualidades, talentos e diferenciais, muito pelo contrário.
Portanto, fica essa reflexão pra você:
Estamos sempre julgando e sendo julgadas. Queira ou não, você já está comunicando quem é, e é nesse sentido que falamos sobre uma pessoa se enxergar como "marca pessoal". Agora, transportando isso para a sua vida profissional e carreira, será que existe uma forma mais estratégica pra atingir seus objetivos?
Eu garanto que sim.
Um beijo,
Laura
P.s: Deixo aqui um grande agradecimento a Claudia Bins , a amiga querida que me recomendou o podcast. Se você quiser ouvir a entrevista, aqui está aqui o link pro podcast, e esse é o livro dela (até onde sei, ainda não foi lançado em português).
P.S 2: Se você quiser a minha ajuda para se expressar de forma estratégica e autêntica no digital, ganhar reputação (status!) e atrair clientes ideais, estou com as vagas abertas para o meu método, Sua Marca Revelada.
Lá eu vou te ajudar a olhar para a sua trajetória para entender onde está a sua melhor contribuição. E descobrir como realizar a SUA visão de sucesso.
Você pode aplicar aqui:



Ahhh que linda! Lembrei de você na hora. Que bom que te inspirou🥰. Adorei a reflexão!